Quem quer ser um milionário: Lições de Negócios Mal Planejados e Golpes Financeiros
Muitos ganhadores da loteria perdem tudo por gastos excessivos, golpes e falta de planejamento. Histórias como as de Alex e Rhoda Toth, Antônio Domingos e Fredolino mostram como a fortuna pode acabar rápido.
CURIOSIDADES
11/26/20252 min read


Perder uma fortuna pode ser mais comum do que se imagina — especialmente quando entram em cena negócios mal planejados, golpes financeiros, empréstimos malsucedidos ou doações impensadas. Segundo o especialista Bessa, a chave para manter o patrimônio está em investir de forma consciente e limitar gastos ao que os rendimentos dos investimentos realmente permitem.
Uma estratégia recomendada é organizar o dinheiro em três frentes: uma reserva de emergência em aplicações de alta liquidez, outra parte voltada para investimentos seguros e de longo prazo e uma terceira, menor, destinada a opções mais arriscadas.
A seguir, conheça histórias de ganhadores de loteria que, apesar da sorte inicial, viram todo o dinheiro desaparecer.
Casal extravagante
Nos Estados Unidos, o casal Alex e Rhoda Toth vivia um período de grande aperto financeiro com seus seis filhos quando, em 1990, foram premiados com US$ 13 milhões na loteria da Flórida. Diferente do sistema brasileiro, lá é possível receber o prêmio em parcelas, e os Toth escolheram um pagamento anual de US$ 666 mil por 20 anos.
Em vez de resolverem suas pendências, decidiram adotar um estilo de vida extravagante. Moraram por meses em um hotel, viajaram para Las Vegas e gastaram valores altos em apostas. Conflitos familiares e brigas por dinheiro agravaram ainda mais a situação.
Quinze anos após o prêmio, a família voltou à miséria e ainda enfrentou acusações por irregularidades fiscais. Alex morreu em 2008, e Rhoda acabou condenada a dois anos de prisão por sonegação, além de ter sido obrigada a pagar uma multa de US$ 1,1 milhão.
Da casa inacabada a suíte de luxo
Aos 19 anos, vivendo em uma casa inacabada com a mãe, Antônio Domingos conquistou o equivalente a R$ 30 milhões na loteria, em 1983. O jovem passou a viver sem limites: mudou-se para a suíte presidencial de um hotel de luxo em Salvador, esbanjou festas, mulheres e extravagâncias diárias.
Convencido de que a fortuna era inesgotável, gastava sem qualquer preocupação. Em seu aniversário de 22 anos, pagou a conta de todos os clientes de um restaurante sofisticado. Comprava roupas novas para não precisar lavar, e quando um veículo apresentava problema, simplesmente o deixava para trás.
A farra durou cerca de cinco anos. Sem nenhum investimento e ignorando até o sonho da mãe de terminar a casa da família, Antônio acabou sem nada. Voltou à antiga moradia e passou a trabalhar como ajudante de garçom, ganhando salário mínimo.
Do milhão ao golpe
Em 2018, Fredolino José Pereira, então com 71 anos, ganhou mais de R$ 10 milhões na Mega-Sena utilizando o dinheiro arrecadado com a venda de latinhas de alumínio. Ele decidiu abrir um negócio que garantisse sua aposentadoria e investiu em uma funerária em Viamão (RS) com um sócio.
O plano, porém, tomou outro rumo. Pouco mais de quatro anos depois, sua conta bancária tinha apenas dois centavos. O ex-milionário disse ter sido enganado: o sócio pediu seu cartão para supostos pagamentos e nunca devolveu. O idoso também acabou removido da sociedade.
A Polícia Civil investiga o caso e já encontrou sinais de contratos falsificados. Há suspeitas de que Fredolino tenha sido vítima de um golpe envolvendo quatro pessoas. Desde a criação da funerária, o ex-sócio adquiriu um sítio e uma frota de dez veículos.